Sobre Revive

O património imobiliário público constitui um componente muito relevante da identidade histórica, cultural e social do país, e um elemento rico e diferenciador para a atratividade das regiões e para o desenvolvimento do turismo. É, por isso, determinante assegurar a sua preservação, valorização e divulgação, bem como um acesso alargado à sua fruição.

Tendo em vista a recuperação e valorização deste património cultural e histórico, presente em todo o território nacional, e a sua  transformação num ativo económico do país, o Governo lançou o projeto “Revive” que abre o património ao investimento privado para desenvolvimento de projetos turísticos, através da realização de concursos públicos.

Pretende-se, com esta iniciativa, promover e agilizar os processos de rentabilização e preservação de património público que se encontra devoluto, tornando-o apto para afetação a uma atividade económica com finalidade turística, gerar riqueza e postos de trabalho, promover o reforço da atratividade de destinos regionais, a desconcentração da procura e o desenvolvimento de várias regiões do país.

Constitui, por outro lado, um pilar base do Projeto REVIVE a recuperação do património com respeito pelos valores arquitetónicos, culturais, sociais e ambientais mais relevantes. Nesse sentido, todo o Projeto é acompanhado por uma equipa técnica integrada por representantes da Direção Geral do Património Cultural, da Direção Geral do Tesouro e Finanças e do Turismo de Portugal, I.P., contando ainda com o envolvimento dos Municípios de localização dos imóveis, assegurando-se, através das condições dos concursos, a salvaguarda do património classificado e a adequação do tipo de exploração às necessidades de desenvolvimento de cada região.

No âmbito do Projeto promove-se ainda o lançamento de instrumentos financeiros específicos destinados a alavancar o investimento privado.

Foi publicado em Diário da República a abertura do concurso público com publicidade internacional para a concessão de direito de exploração dos edifícios dos pavilhões do Parque D. Carlos I, nas Caldas da Rainha, para instalação de unidade hoteleira. Os investidores interessados têm 120 dias para apresentar as suas propostas.
Quartel da Graça e Forte de São Pedro do Estoril juntam-se à lista que revitaliza património do Estado em ruínas. Ao todo, haverá 30 concessões. [Dinheiro Vivo 27.12.2016]
Quartel da Graça e Forte de São Pedro do Estoril juntam-se à lista. São 30 concessões, num valor que pode chegar aos 150 milhões. [DN 27.12.2016]
A secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, disse hoje, em Coimbra, que o projeto de concessionar edifícios históricos a investidores privados para projetos turísticos é muito exigente, mas ao mesmo tempo "aliciante". [Noticias ao Minuto 28.09.2016]
O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, defendeu hoje em Coimbra que Portugal não pode "desbaratar" o seu património histórico e cultural e que tem a obrigação de o preservar e de o tornar sustentável, rentabilizando-o. [Diario Digital 28.09.2016]